«Esta palestra propõe uma reflexão sobre o papel da Inteligência Artificial nos meios adequados de solução de conflitos. Inspirada na frase de Sêneca: “Não é que temos pouco tempo, mas que perdemos muito”, a exposição estabelece uma conexão entre gestão do tempo, tecnologia e a essência do trabalho humano na mediação.
A partir dessa provocação, discute-se como encontrar o equilíbrio entre inteligência artificial e inteligência humana. Quando a IA assume tarefas repetitivas, burocráticas e operacionais, os profissionais passam a ter espaço para se dedicar ao que é verdadeiramente humano: escutar o não dito, perceber emoções, construir confiança e restaurar diálogos.
A mensagem central é: a Inteligência Artificial não substitui mediadores, ela os liberta. Liberta para serem mais humanos, devolvendo tempo, foco e a dignidade de um trabalho que não apenas resolve conflitos, mas transforma a forma como enxergamos o próprio conflito.»